Cidadania: um comprometimento de vida com a sociedade

Por Jéssica Petrucci, Marília Camelo, Marjorie Cordeiro, Regina Bastos e Vicky Nóbrega

 Ser reconhecido como sujeito de direitos é uma recente conquista do ser humano. A medida que adquirimos o direito ao voto, à educação, à liberdade e igualdade, por exemplo, dizemos que somos cidadãos. Associada diretamente à história das lutas pelos direitos humanos, hoje cidadania ganha um sentido amplo e é empregada muitas vezes referindo-se aos direitos dos consumidores, à luta por justiça e democracia, asseguradoras de condições dignas de sobrevivência.
Mas o conceito de cidadania é uma via de mão dupla: se somos detentores de direitos, logo temos obrigações e deveres a cumprir. Cada indivíduo é parte do todo que constitui um Estado, uma nação, e por isso deve dá sua parcela de contribuição para o bom funcionamento da coletividade em que está inserido. A mobilização da sociedade civil através de Organizações Não Governamentais e projetos sociais voltados para beneficiar as parcelas desassistidas da população pode ser entendida como um exercício da cidadania.
 O professor da Universidade de Fortaleza, doutor em Sociologia, Rosendo de Freitas Amorim, explica que inclusive projetos sociais desenvolvidos pelo Estado são exemplos do exercício da cidadania. Isso porque, tanto os projetos sociais advindos da comunidade, do terceiro setor ou do Estado, estão voltados para atuar em setores da sociedade que o governo tem dificuldade para assistir além disso, hoje no Brasil o governo continua sendo o principal agente financiador dos projetos sociais provenientes do terceiro setor. Rosendo Amorim explica ainda que se o conceito de cidadania está intrinsecamente ligado a uma vida comprometida com a sociedade e a realização do bem comum, decorre daí que projetos sociais, voltados para beneficiar parcelas desfavorecidas da população, contribuem para o fortalecimento da cidadania, à medida que ajudam os assistidos a ter uma condição de vida minimamente digna. Essa é a contribuição do individuo para o bem comum da coletividade na qual está inserido.  
Cidadania é um processo que está em permanente construção, é um referencial de conquista da humanidade. Como elucida Rosendo Amorim, a consciência cidadã efetiva surge da compreensão de que cada indivíduo pode e deve assumir a posição de sujeito autônomo, livre e consciente, com base no pressuposto de que é digno e titular de direitos.

Pondo em prática a Cidadania
Em 1992 Alice Domenaqch Tupinambá saiu do Rio de Janeiro e mudou-se para Fortaleza. Com a mudança veio também a aposentadoria e ao chegar na nova cidade Alice tomou uma decisão: “vou lecionar para pessoas de comunidades carentes”. A resolução foi tomada porque a simpática senhora achou que esse era o momento de ajudar pessoas necessitadas e nada melhor do que através da educação, afinal foram 28 anos como professora.

Marilia Camelo

Foto: Marília Camelo

 A princípio, Dona Alice, como é carinhosamente chamada por todos, começou um trabalho na favela do Alecrim, o projeto iniciou com as mães, e logo se expandiu para as crianças da comunidade, mas o trabalho no Alecrim não durou muito tempo. Em seguida, ela teve seu primeiro contato com as crianças do Conjunto Alvorada em um puxadinho de uma igreja do bairro, onde Dona Alice ensinava crianças a ler. O grupo foi crescendo e a professora sentiu a necessidade de se desvincular da igreja e encontrar um local maior.

 

“A Revarte é o único lugar onde as coisas caem do céu”, Alice Domenaqch.
Dona Alice saiu à procura de um local adequado para reunir as crianças e com uma forcinha do destino, ela encontrou um prédio abandonado. Então, conversando com os morados do bairro descobriu o dono do imóvel, que já havia sido sede de uma ONG, e ganhou a escritura do local para que pudesse realizar mais um sonho: montar uma biblioteca infantil.

Por sorte a carioca determinada conheceu a bibliotecária Lúcia Cardoso, que também compartilhava do sonho de montar uma biblioteca que pudesse contribuir para uma melhor formação de crianças e jovens. As duas se idealizaram todo o projeto e depois de muito penar conseguiram, em 1999, fundar a Biblioteca Monteiro Lobato, mais conhecida como Revarte( Resgate de Valores Pela Arte).
Não parou de chover coisas do céu para essas duas cidadãs. Primeiro foi a reforma do local, em seguida a pintura da Revarte, presente de uma artista plástica conhecida de Dona Alice, depois foram as prateleiras, e junto a tudo isso foram chegando os livros, as cadeiras, as mesas e tudo aquilo que pudesse dar suporte a esse sonho. 

Marilia Camelo

Foto:Marília Camelo

A princípio, Dona Alice achou que iria ser necessário cobrar uma taxa de 50 centavos para a matrícula de cada criança e esse dinheiro iria servir para a manutenção dos livros e do próprio local. Contudo, depois de perceber que aqueles 50 centavos era muito para tirar do bolso de uma criança que mal tinha o que comer, ela resolveu matricular todos os interessados de graça. Afinal, o principal objetivo da Revarte é o incentivo a leitura e com isso criar oportunidades para todos.

Dona Alice é como uma mãe, ou uma avó, para muitos daqueles jovens e crianças. ”Eu gosto de chamar todos pelo nome e tenho o prazer de sentar para conversar com cada um deles. Eu sei que aquelas pessoas precisam de atenção e tento suprir essa necessidade através de conselhos, de broncas, ou mesmo de abraços”. “O que eu mais gosto é saber que sou necessária, que sou querida e amada. Eu sei que hoje eu não sou uma velha rabugenta por causa da Revarte. Lá eu sou útil. É muito gratificante chegar lá e olhar pra carinha daqueles meninos”, revela dona Alice.

“Cidadania é conscientização, é amor, é parar de pensar que é dono do mundo e ajudar ao próximo. Afinal, o próximo é você e quando você ajuda ao outro você consegue se ajudar. Nós precisamos cuidar bem do próximo para que eles possam retribuir” declara Dona Alice ao descrever cidadania.
Exemplo de luta e determinação, Dona Alice conseguiu apoiadores para seus projetos. Sempre de bem com a vida e com uma ótima conversa, ela consegue patrocinadores para apoiar as crianças nas competições e para a manutenção da Revarte. Além, é claro, de encantar a todos que por lá passam. E, para participar das oficinas, das aulas de judô, de música, de dança, do cineclube e de todas as outras atividades oferecidas, Dona Alice só faz uma exigência: que aquela criança continue a pegar livros na biblioteca. Afinal, segundo a professora aposentada, “uma vida sem leitura é uma vida vazia”.

Voluntários, verdadeiros cidadãos
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), voluntário é aquele que dedica parte do seu tempo, a diversas formas de atividades voltadas ao bem estar social.
Naélio da Silva, Sandra Gomes e Francisco Michael fazem parte do grupo de mais de dez pessoas que realizam trabalhos voluntários, doando o seu tempo e conhecimento em benefício das mais de 1500 crianças que fazem parte da Revarte.

Marilia Camelo

Voluntários da Revarte. Foto: Marília Camelo

Sandra, que há quatro anos é auxiliar de biblioteca na Revarte, declara que dedica o seu tempo somente ao projeto. Ela diz que conheceu a Revarte devido ao interesse dos filhos pela biblioteca, pelas aulas de violão e de flauta e então resolveu participar das atividades que eram oferecidas aos mais velhos. Aos poucos foi incentivada por Dona Alice a voltar a estudar e depois que concluiu o ensino médio, resolveu ficar para ajudar no que fosse preciso. Ela conta que, nesses quatro anos, já recebeu inúmeras propostas de emprego, porém não consegue deixar o trabalho que realiza com as crianças, por achar a atividade que faz muito importante na vida de cada um que participa da Revarte.
Naélio, professor de desenho e, segundo ele, “o faz tudo”, está na Revarte há sete anos e, quando perguntado se já pensou em trabalhar em outro lugar, ele é enfático: “não, não penso em sair nunca daqui, eu gosto muito do trabalho que eu faço aqui”. Para ele a Revarte é um refúgio para as crianças “é um lugar que essas crianças têm para estudar, brincar e para crescer. Graças a Revarte esses meninos não ficam na rua aprendendo coisas ruins e se envolvendo com o que não presta. Cidadania é isso. É ajudar as crianças a saírem das ruas, estimulando a leitura e a cultura”, afirma.
São quatro os professores voluntários de judô na Revarte, entre eles está o Michael que dedica três dias da semana para dar aulas a mais de 45 alunos. Ele afirma se realizar profissionalmente ao conseguir passar o que sabe sobre o esporte para os seus alunos, além de ter a certeza de que o trabalho que realiza pode fazer muita diferença na vida de cada um. Michael diz que nas suas aulas sempre enfatiza a importância da escola, família e disciplina, pois a vida das crianças só pode ser completa se estiverem presentes essas três questões. “A vida de um campeão é curta, mas a vida de um cidadão é para sempre”, destaca.

Algumas personagens da história de Alice
Nessa história traçada por Dona Alice, algumas personagens ainda têm muito caminho pela frente. É o caso de Salomão, Érika Hellen e Thamarah, cujas histórias se cruzaram na Revarte. O trio estuda em um colégio próximo a comunidade em que moram e a têm como atividade complementar às cotidianas. 
Desde o início da Revarte, Salomão de Sousa Araújo, de 13 anos, é uma das crianças que mais freqüentam o local, o qual diz ter conhecido através de sua prima. O menino era conhecido como Marve, nome com o qual tentou se registrar sem êxito, então Salomão se tornou o nome oficial. Apesar de não o ser no papel, o garoto manteve o Marve como seu nome próprio e só foi descoberto por um acaso do destino que ele conta, hoje, sorrindo: “Eu não gostava de Salomão, queria que me chamassem de Marve”, mas ao fazer a carteirinha na Federação Cearense de Judô, Dona Alice descobriu que o menino, ao contrário do que se pensava, na verdade chamava-se Salomão. Diante dessas circunstâncias, ela indicou vários livros sobre a origem de seu nome legal e, a partir da leitura, quando Salomão é questionado sobre a origem de seu nome, ele fala convicto: “eu sei quem era Salomão, Salomão era um rei”. Depois de conhecer a história  de seu nome, o menino com título de rei passou a gostar de seu nome verdadeiro e abandonou o apelido pelo qual antes gostava de ser chamado.

Marilia Camelo

As crianças Érica, Salomão e Thamarah. Foto: Marília Camelo

Salomão afirma que no início da Revarte alugava as revistinhas para ler, mas gosta mesmo é de ouvir Dona Alice contá-las. “Ela coloca um drama medonho na estória”. Agora, além de ler vários livros, pratica judô e outras atividades oferecidas pela projeto.  Ao ser perguntado sobre Dona Alice ele se refere com carinho e diz que “é que nem um pai pra gente” e reforça o respeito de todos por ela e a importância da Revarte, já que “tem muita gente que saiu da rua e muita gente que aprendeu a ler aqui”, declara.
Thamarah Thaynnah de Carvalho, de 16 anos, não tem uma vida muito diferente de Salomão, bem vaidosa, a menina troca a roupa para dar entrevista e tirar fotos. “Eu tenho que ficar bonita né tia?”, explica. Ela diz com orgulho que faz judô e disputa com a amiga Érika, de 13 anos, quando o assunto é o número de medalhas ganhas. Na Revarte até aula de dança já deu. “Aprendia com as aulas que tinha e depois ensinava para quem quisesse”. Nada de música clássica, Thamarah gosta de axé e da banda Sandy e Jr., por isso ensinava as danças com esse fundo musical, mas revela que se cansou de fazê-lo. Agora fala com convicção que seu sonho é ser professora de judô e se empenha na tarefa de aprender o esporte. Thamarah diz ter mudado com a vivência nas competições. “Quando não ganhava, chorava muito porque sabia que era uma oportunidade que eu estava perdendo. Mas agora eu só choro quando ganho”, revela.
Sua amiga Érika Hellen Moraes mostra, vaidosa, fotos suas publicadas nos jornais registrando as vitórias no judô, através do qual coleciona medalhas. Na Revarte, além do judô deseja aprender violão, mas, canhota, sente dificuldade no desempenho da tarefa, “porque não consigo fazer essas coisas com a direita”, justifica. Dos livros, o que Érika  mais gosta é o Atlas, pela infinidade de países com os quais pode imaginar. Devido a essa paixão, a garota diz saber todas as capitais brasileiras, “quer ver? Me pergunta?”, desafia, segura do seu conhecimento. Ela reconhece o fato de a Revarte ser um lugar importante aos estudos cujas fontes de pesquisa são vastas. “Aqui tem muito incentivo também pra gente estudar, se a professora passa um trabalho, aqui tem tudo”. Não só Érika como todos que ali freqüentam tem o mesmo pensamento. A Revarte, como o próprio nome já diz, resgata valores, cultivados desde o primeiro instante que adentra no local.

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Second Life: Realidade Virtual ou Virtualidade Real?

Wolksvagem no SL

Wolksvagem no SL

 

O Second Life é um ambiente virtual que simula alguns aspectos reais da vida de uma pessoa. Pode ser entendido como um simples jogo, um comércio virtual ou ainda uma rede social. Em outras palavras, o Second Life é um “joguinho” onde você pode ser e fazer o que quiser, como se fosse real.  E é aí que mora toda a polêmica gerada pelo SL. Até onde vai o limite entre real e virtual dentro do jogo?

A proximidade da realidade com o mundo virtual é tão grande que muitas pessoas acabam confundindo as duas coisas. A possibilidade de troca do “linden dólar” por dinheiro de verdade, faz com que muita gente se insira no mundo virtual do Second Life com o objetivo de ganhar dinheiro. E ganham. Muitos avatares são donos de ilhas, lojas, empresas, negócios no mundo virtual que geram emprego e renda no mundo real. Jornalistas, publicitários, modelos, fotógrafos podem oferecer seus serviços no Second Life e receber benefícios para sua carreira na vida real. Empresas como a Reuters, a TAM, o Banco Bradesco se inserem no Second Life e conseguem aumentar seus lucros.

Mas realidade e virtualidade não se fundem no Second Life apenas no âmbito dos negócios. A fim de saber até onde ia o limite entre o real e o virtual, entrei no jogo e procurei conversar com alguns “moradores” do Second Life. A primeira morada a me ajudar a entender o jogo se chamava “Nini Aragon”. Consegui roupas, cabelo, uma pele até com sua ajuda. Mas Nini não era muito de falar, acho que estava aperriada com tanto sobrinho lhe pedindo dinheiro. Já Lele Potz, carioca de 18 anos, me ajudou a entender melhor como essa virtualidade funcionava. Moradora do Second Life há 1 ano, a estudante na vida real, revelou que já foi promoter e pretende ser modelo em sua vida virtual. Mas afirmou que não pode ter um emprego fixo por não passar muito tempo on-line. Conversando com ela sobre os limites entre realidade e virtualidade, Lele confessou que muita gente se envolve com o jogo a ponto de confundir sua vida virtual com a vida real, mas que ela sabe separar as duas coisas. E tem fundamento o que ela disse. É muito comum encontrar em portais de notícias pessoas que tiveram suas ações na vida virtual interferindo na vida real, como casos entre avatares que causaram divórcio entre casais reais ou processos na vida real.

O fato é que essa linha que separa a realidade da virtualidade tende a ficar cada vez mais tênue. Segundo pesquisa divulgada IDGNow, até 2010, 70% da população na nações desenvolvidas vão interagir dez vezes mais pela web do que na vida real. Segundo as previsões, em 2010, 80% dos indivíduos conectados à internet vão participar – consciente ou inconscientemente – de algum tipo de atividade inteligente coletiva em rede, como o Second Life.

Cabe agora a cada um decidir se valem mais suas experiências reais e intensas ou a possibilidade de realizar na sua vida virtual todos os sonhos e objetivos que não foram alcançados na realidade. Fica a escolha de viver uma realidade virtual ou uma virtualidade real.    

 

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Pioneiro da Internet nos anos 90 diz que WEB 2.0 é picaretagem

Nota sobre WEB 2.0

Em entrevista à revista  Época, o inglês Andrew Keen, um dos pioneiros da Internet nos anos 90 na Califórnia e hoje um dos críticos mais vorazes de Web 2.0, diz que o fenômeno é uma ameaça à cultura. O pensador inglês defende que a Web 2.0 nivela por baixo a produção e piora a qualidade da informação. “Há muita picaretagem na Internet”, afirma.

Andrew Keen acredita ainda que os blogs não são fontes puras de informação e podem acabar tornando-se fontes substitutas de notícias para os jovens, fazendo com que creiam em tudo que lêem na Internet e percam sua capacidade crítica. 

Para conferir a entrevista na íntegra, acesse o link: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78437-6010-481,00.html

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Em blog, Luciano Trigo comenta Fórum das Letras em Ouro Preto

Nota sobre blog

Em seu blog “Máquina de Escrever”, o jornalista Luciano Trigo comenta a participação de Lobão e Nelson Motta no Fórum das Letras de Ouro Preto. Segundo o jornalista, críticas aos grandes nomes da Bossa Nova foi o que não faltou na participação dos dois artistas. Sobrou pra Chico Buarque, João Gilberto, Roberto Menescal e Carlos Lyra.  Os artistas criticaram ainda a falta de ambição de muitos músicos jovens e independentes.

Para saber mais, acesse o blog de Luciano Trigo no portal G1 através do endereço http://colunas.g1.com.br/maquinadeescrever/.

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TV Digital: o mundo dos Jetson a alcance de todos

Poder interagir com a televisão, escolher a que horas você vai assistir ao seu programa favorito ou àquele filme que você queria ver faz tempo e tudo isso com uma alta qualidade de som e imagem são coisas que só poderiam acontecer em um episódio dos Jetsons. Mas com o advento da TV Digital essas possibilidades estarão ao alcance de qualquer pessoa.

E afinal, o que é TV Digital? Uma definição que podemos dar é que essa é uma tecnologia que permite uma transmissão e recepção de maior quantidade de conteúdo por uma mesma frequência, ou seja, um mesmo canal, com uma imagem de alta definição. 

Naquele aparelhinho comum que quase 95% da população brasileira tem em casa, a transmissão pode sofrer algumas interferências que reproduzem aquelas imagens chuviscadas e distorcidas, além de muitas vezes acompanhadas de uma chiadeira. Já na tecnologia da TV Digital, a transmissão é feita em forma de stream e como o sinal é composto de dígitos há a possibilidade de correção de erros, o que permite uma imagem mais nítida. Isso quer dizer que com a TV Digital a qualidade dos programas serão 6x maior do que a que costumamos assistir em DVD’s.

E o que muda com a chegada desse novo aparato tecnológico? Podemos citar a interatividade, a comunicabilidade e até mesmo a recepção.  O telespectador poderá interagir livremente com os dados armazenados em seu receptor. E mais, a interatividade poderá ser estabelecida ainda a partir da troca de informações por uma rede à parte do sistema de televisão, como uma linha telefônica. O recebimento das informações se dá via ar, mas a resposta a central de transmissão se dá através do telefone. Será possível ainda a gravação de programas, através de de gravadores digitais incluídos nos receptores, além da emissão simultânea de mais de um programa.

No Brasil, a primeira transmissão oficial aconteceu em dezembro do ano passado na cidade de São Paulo, em uma solenidade que reuniu mais de duzentas pessoas. Em maio deste ano, teve início uma campanha nacional para a popularização da TV Digital brasileira, com demonstrações em pontos de grande circulação. Hoje, estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul já dipõem da nova tecnologia. É previsto que até junho de 2016 tenham fim as transmissões analógicas no Brasil.  

Saiba mais sobre TV Digital em:

- http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o_digital

- http://blogjormarjorie.wordpress.com

- http://blogjorjessica.wordpress.com

- http://blogjorvicky.wordpress.com

- http://blogjormarilia.wordpress.com

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Blogjornalismo

(Nota sobre Blogjornalismo)

Com os avanços na tecnologia e o surgimento da Internet muita coisa muda na comunicação e novos fenômenos comunicacionais surgem a partir dessas mudanças, como o blogjornalismo.

A linguagem utilizada pelo meio inova a linguagem jornalística e estabelece um novo tipo de relação entre o jornalista e o leitor, já que existe uma troca de dados contínua. A informação é veiculada muitas vezes como uma espécie de diálogo entre o jornalista e o leitor,  possibilitando a interação entre esses dois sujeitos.  O texto do blogjornalismo difere ainda do texto jornalístico nas mídias convencionais. Deve ser claro, conciso, objetivo e pequeno. Além disso, permite a existência de links com outros textos relacionados ao assunto tratado. Uma interação não só entre o autor e o leitor, mas também entre autores.

No entanto, a crescente utilização dos blogs por jornalistas como meio de divulgação de informações suscita uma discussão sobre a validade desse meio como veículo jornalístico. É defendido que a informação veiculada em um blog corresponde a um relato, a opinião de alguém sobre um determinada evento e por isso não pretende ser neutra.

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Creative Commons e Jornalismo

(Nota sobre Creative Commons)

O surgimento de uma nova ferramente na Internet pode transformar ainda mais a prática jornalística da atualidade. Hoje, através de um conjunto de licenças da Internet padronizadas para a administração livre, aberta e compartilhada de conteúdos e informação, alguns autores abrem mão de alguns direitos autorais para que o conhecimento por ele produzido possa ser de uso público.  Isso caracteriza o criative commons.

O uso das licenças do creative commons já tem sido recorrente em alguns sites jornalísticos.  O site CMI é um exemplo. Nele notícias são publicadas afim de abastecer veículos de comunicação, sem ser preciso pagar pela informação. Como uma espécie de agência de notícias virtual e gratuita. Isso vem oferecer uma alternativa aos serviços de agências de notícias convencionais.

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Creative Commons x Jornalismo. Uma relação possível?

O desenvolvimento da Internet e os avanços tecnológicos alcançados nos últimos anos trasnformaram as vias de comunicação tradicional. Hoje é possível comunicar-se com qualquer parte do mundo de maneira rápida e instantânea. Qualquer pessoa pode comunicar suas idéias e opiniões a milhões de pessoas ao mesmo tempo, conhecimentos passam a ser compartilhados com o mundo todo, permitindo uma interatividade entre as fontes de produção desse conhecimento.

Mas quais os impactos que as transformações geradas a partir do desenvolvimento da Internet e dos avanços tecnológicos têm na prática da atividade jornalística? 

Com o uso frequente do espaço do blog por jornalistas para a divulgação de suas idéias e opiniões e ainda de fatos a partir de  uma perspectiva jornalística, deu à prática do jornalismo atual uma nova roupagem.  O que tornou a linguagem para esse novo veículo mais concisa, objetiva e interativa, transformando o leitor e o autor em sujeitos do texto e promovendo o diálogo entre os dois. Surge o blogjornalismo.

No entanto, o surgimento de uma nova ferramente na Internet pode transformar ainda mais a prática jornalística da atualidade. Hoje, através de um conjunto de licenças da Internet padronizadas para a administração livre, aberta e compartilhada de conteúdos e informação, alguns autores abrem mão de alguns direitos autorais para que o conhecimento por ele produzido possa ser de uso público.  Isso caracteriza o criative commons.

O uso das licenças do creative commons já tem sido recorrente em alguns sites jornalísticos.  O site CMI é um exemplo. Nele notícias são publicadas afim de abastecer veículos de comunicação, sem ser preciso pagar pela informação. Como uma espécie de agência de notícias virtual e gratuita. Isso vem oferecer uma alternativa aos serviços de agências de notícias convencionais.

Resta agora pensar que outros impactos o uso do criative commons pode causar no jornalismo e como essa nova ferramente pode contribuir para a prática de um jornalismo de qualidade que atenda aos interesses públicos.

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Jornalista ou blogueiro? Eis a questão

Com o surgimento da Internet e de novos fenômenos comunicacionais como o blogjornalismo, a profissão de jornalista ganha cada vez mais uma nova roupagem.

Há um tempo atrás, comunicar a um grande contigente de pessoas, em diferentes partes do mundo, suas idéias e opiniões, de forma rápida e instântanea era algo que não podíamos imaginar. Hoje, com o surgimento dos blogs, qualquer pessoa pode utilizar um espaço na Rede para se comunicar, como numa espécie de “diário virtual”.   

Nesses “diários virtuais”, podemos comunicar nossas opiniões e interpretações de fatos, falar de esporte, política, economia, entretenimento. Podemos informar e opinar.  Será essa então uma nova tendência do jornalismo?

A crescente utilização dos “diários virtuais” por parte dos jornalistas, nos leva a crer que sim. Muitos jornalistas usam os blogs como meio de divulgação da informação e ainda como meio de expressão das suas opiniões e reflexões. Luxo de poucos jornalistas em outros veículos de comunicação. Normalmente, assumir um posicionamente e expressar sua opinião não é algo que o jornalista possa fazer sem se preocupar em ter que seguir a linha editorial estabelecida pelo proprietário do veículo para o qual trabalha.

E aí, vem à tona uma questão: qual a validade do blog como veículo jornalista, já que os diários virtuais tocam em pontos cruciais do jornalismo como a neutralidade? Tendo em vista que informação em um blog pode ser um relato pessoal, a opinião de alguém sobre determinado fato e, portanto, não pretende ser neutra. A credibilidade da informação veiculada no blog também é questionada. Como garantir que o que é postado é verdadeiro? Tais questionamentos levam muitos a pensar duas vezes se o blog é um veículo jornalístico.

Não podemos negar, no entanto, que é cada vez mais tênue a linha que separa o blogueiro do jornalista. Se é que ainda existe essa linha. Cada vez mais, jornalistas desempenham o papel de blogueiros, e o blogueiro de jornalista.

A linguagem interativa entre autor e leitor, o diálogo que então se estabelece entre autor e leitor inova o que costumamos ver no jornalismo convencional. Autor e leitor são sujeitos do texto. No entanto, a clareza, a objetividade e a concisão, tão características do jornalismo convencional, estão também presente nos textos veiculados nos blogs.  Jornalismo e blog se fundem cada vez mais, nos fazendo crer que cada vez mais que o blogueiro e o jornalista na Internet desempenham a mesma função. O que pode representar um risco ao jornalismo ou apenas uma nova tendência.

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Wilson Gomes ministra palestra na Unifor

O professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia fala sobre as relações entre mídia e política.

A palestra aconteceu no dia 21 de agosto na Universidade de Fortaleza para os alunos do curso de comunicação social. Wilson Gomes concentrou seu discurso na relação entre mídia e política, principalmente no período de eleicões, quando, segundo o teórico, a comunicação e o marketing ganham força e podem se tornar fatores decisivos na disputa.

Gomes ressaltou ainda a adequação dos candidatos às características exigidas pelos meios de comunicação, em especial, pela mídia televisiva, fazendo alusão à sua tese do Thetrum Politicum, em que defende que os candidatos assumem personagens e estórias que comovam seus eleitores, como em uma encenação.

O teórico falou ainda do poder da mídia de ajudar a construir ou até mesmo destruir esses personagens, dando especial enfoque ao marketing quando afirma que a disputa eleitoral acaba sendo muitas vezes uma disputa entre os marketeiros das campanhas. Para Gomes, a informação ganha cada vez mais um caráter vendável, divulgada para conquistar a audiência e atrair anunciantes. Isso tem impacto no jornalismo, à medida que apresentadores de jornais ganham o status de celebridade e passam a ter mais importância do que o próprio fato noticiado em si.

A discussão foi apimentada com alguns questionamentos sobre a influência das pesquisas eleitorais no resultado das eleições e sobre a real capacidade de, sozinhos, os meios de comunicação denegrirem ou não a imagem dos candidatos políticos.

A palestra teve duração de uma hora e trinta minutos e contou com a participação de professores e alunos do curso de comunicação social da Unifor.

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