Blogjornalismo: jornalismo ou desabafo?

Com os avanços na tecnologia e o surgimento da Internet muita coisa muda na comunicação e novos fenômenos comunicacionais surgem a partir dessas mudanças, como o blogjornalismo.

Os blogs surgem como uma ferramenta da Internet de fácil utilização e que permitem qualquer pessoa utilizar um espaço na Rede para se comunicar. Hoje, os ‘diários virtuais’ adquiriram popularidade e aparecem como uma nova tendência de jornalismo. Nesse espaço virtual, são divulgadas informações sobre esporte, política, economia, e também as opiniões e críticas do autor a respeito desses assuntos.

A linguagem utilizada pelo meio inova a linguagem jornalística e estabelece um novo tipo de relação entre o jornalista e o leitor, já que existe uma troca de dados contínua. A informação é veiculada muitas vezes como uma espécie de diálogo entre o jornalista e o leitor,  possibilitando a interação entre esses dois sujeitos.  A o texto do blogjornalismo difere ainda dos texto jornalístico nas mídias convencionais. Deve ser claro, conciso, objetivo e pequeno. Além disso, permite a existência de links com outros textos relacionados ao assunto tratado. Uma interação não só entre o autor e o leitor, mas também entre autores.  

No entanto, a crescente utilização dos blogs por jornalistas como meio de divulgação de informações suscita uma discussão sobre a validade desse meio como veículo jornalístico. Muitos jornalistas e pesquisadores da área de comunicação fazem ressalvas aos blogs por eles tocarem em pontos cruciais do jornalismo: a objetividade e a neutralidade. É defendido que a informação veiculada em um blog corresponde a um relato, a opinião de alguém sobre um determinada evento e por isso não pretende ser neutra.

Mas o fato é que jornalistas têm desempenhado cada vez mais o papel de blogueiros e blogueiros têm assumido um caráter jornalístico.

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Só deu ‘Los Hermanos’

Em uma partida vergonhosa, o Brasil adia em quatro anos a consquista da medalha de ouro.
Mais quatro anos. Ainda não foi dessa vez que o ouro olímpico entrou no hall de títulos da seleção pentacampeã do mundo. Há 15 anos o Brasil não perdia para a Argentina em jogos decisivos, mas nessas Olimpíadas a história mudou. Com uma derrota de 3 a 0, o Brasil se despediu da luta pelo ouro olímpico em uma partida que até mesmo quem não entende nada de futebol pode dizer que não foi nem um pouco bonita.     

A velha rivalidade entre vizinhos dava um gostinho a mais ao jogo. Para assistir a um clássico do futebol mundial valia até pedir dispensa da aula. E o primeiro tempo quase fez jus a toda essa expectativa. Sem fazer muita pressão no time adversário e esboçando ainda algum tipo de reação, o Brasil não marcou, mas manteve o zero a zero.

Foi no segundo tempo que a coisa mudou de cenário. Acuado, o Brasil não demorou muito a levar um gol. No comecinho do segundo tempo aquele grito preso na garganta finalmente saiu, pra torcida adversária. Mas sabe como é, “a esperança é a última que morre”, “eu sou brasileiro e não desisto nunca” e a decepção não foi tão grande assim.  “O Brasil empata e decide na prorrogação”. “Eu ainda acho que vai pros pênaltis”. Até que veio o segundo gol da Argentina. Em menos de 10 minutos, a diferença no placar aumentou e aí sim veio o desespero.

Desespero refletido em um futebol que perdeu toda sua categoria e que fez a única certeza do torcedor antes do jogo cair por terra. A certeza de assistir a uma grande partida. O Brasil parecia meio perdido, enquanto a Argentina dominava a cena com tranquilidade. Como se 2 a 0 não fosse suficiente, a seleção conseguiu ainda cometer um pênalti e aumentar a diferença para 3, 3 gols a 0.

E aí, o elegante futebol brasileiro desceu do salto. O que era para ser um clássico virou um grande vexame. No final do jogo, ainda sobrou um tempinho para duas expulsões.  Não teve craque que desse jeito. Quer dizer, não teve craque de jeito nenhum. Cadê Ronaldinho Gaúcho? Nem parecia que a tal estrela da seleção nas Olimpíadas de Pequim estava no jogo.

E foi isso. Medalha de ouro em uma olimpíada é um prêmio que o futebol masculino do Brasil não vai ganhar tão cedo. Pelo menos não pelos próximos quatro anos. Vamos ver se o bronze vem.

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Mais do que identidade

Nova impressão digital pode identificar substâncias químicas utilizadas por suspeito.  

Técnica apresentada pela revista “Science” promete maior precisão na identificação de substâncias químicas associadas às marcas dos dedos. O estudo foi encabeçado por Demian Ifa, da Universidade de Pardue, nos Estados Unidos.

A nova impressão digital pode revelar, além da identidade do criminoso, a droga manipulada por ele antes de o sinal ser deixado. E não é preciso nem coletar a impressão digital na cena do crime e depois analisá-la em laboratório, afirmam os autores do estudo.

A nova técnica consiste na aplicação de um solvente especial diretamente sobre as marcas suspeitas. De acordo com os realizadores do estudo, a resolução dessa nova técnica é mais precisa do que as que já existem no mercado.

No caso da ciência forense, drogas como cocaína e substâncias utilizadas na montagem de explosivos são algumas das substâncias que o novo solvente será capaz de identificar na impressão digital dos suspeitos de crimes.

E não são os investigadores de crimes os únicos beneficiados com a descoberta.  A nova técnica poderá auxiliar também os médicos na realização do seu trabalho. Substâncias produzidas por uma pessoa após o organismo processar a droga, por exemplo, poderão ser facilmente detectadas pela nova técnica.

Os realizadores do estudo afirmam ainda que a descoberta desses novos dados, possibilitando a identificação de substâncias químicas na impressão digital, poderá ajudar no entendimento de alguns dos processos bioquímicos que estão em processo dentro do organismo do dono da marca digital analisada.

Informação retirada da Folha de São Paulo, de 08 de agosto de 2008.

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